PRESIDENTE DO SINDSEP FALA SOBRE A EDUCAÇÃO DE PENTECOSTE
A Educação de Pentecoste mais uma vez entra em decadência. Da Crede 02, ao qual Pentecoste está inserida, dos quinze (15) Municípios, Pentecoste está em décimo quinto lugar, ou seja, no final, no último lugar.
Venho a me perguntar. Em quem será que a Administração, a Secretaria de Educação vai por a culpa? Será que mais uma vez é culpa dos professores, “pessoas despreparadas ou sem responsabilidade” como sempre gosta de falar a Secretária de Educação do Município?
Venho a indagar mais uma vez: Como um Município que recebe tantos recursos do Fundeb pode chegar a este resultado?
Todas estas perguntas poderão ser respondidas por todos nós, e sinceramente falo com toda convicção, por ser professora e por neste momento representar a classe como Presidente do Sindicato, de que poderia ser muito diferente.
Falar de nossa realidade é fácil, basta abrir os olhos e observar a falta de valorização aos profissionais do Magistério. Temos um Plano de Carreiras ao qual nos permite "alguns" direitos, não aqueles direitos que nos deveria ser resguardados, mas alguns direitos. E estes “alguns” direitos que estão garantidos no PCR do Magistério ainda não são cumpridos pela atual Administração.
É, exigir é muito fácil, principalmente quando você não tem competência para gerir, para administrar.
Vamos à realidade das escolas. Professores têm como ferramenta de ensino o giz, o quadro e o apagador, salas de aula muitas vezes super lotadas, salas sem ventilação ou até mesmo sem uma boa iluminação. Quando ainda se encontra gestores escolares exigindo o máximo sem nada contribuir. Graças a Deus não é o caso de todas as escolas, mas de algumas.
Nosso salário não nos permite ter uma vida digna, não desejando o luxo, mas a possibilidade de sobreviver. Não temos direito a um tempo para planejamento, muito menos tempo para estudarmos, para nos preparar melhor como profissional da educação.
Não podemos isto, nem aquilo. Mas devemos “tudo”.
Quero citar aqui algumas falas da professora Amanda Gurgel quando diz que “os professores não são salvadores da Pátria, não nos cabe receber este tão grande peso.”
Ainda afirma, “Existe uma realidade, que é péssima, que prejudica milhares de pessoas, com a qual vossas excelências não se importam”.
Nossa realidade é esta, o recurso aumenta, a cobrança aumenta e o nosso salário continua sendo uma vergonha; nossos direitos negados, e a educação continua sendo uma catástrofe.
Precisamos tomar consciência de que a educação é muito importante para nós professores, pais e comunidade que sonha em dias melhores. Os gestores estão preocupados em “estudar” formas de negar o direito dos profissionais do magistério.
Façamos diferente, observe, julgue a realidade e exija uma melhor educação para Pentecoste.
Precisamos de mudanças, imediatamente.
Professora Claudia Melo
Presidente do Sindsep




A situação da educação em Pentecoste é um retrato da educação pública no Brasil. Não é prioridade e não parece ser também por parte desse governo. Revejam o discurso de posse da presidente e vejam na prática o que tem sido feito até então. Não há coerencia entre a fala e os fatos. Entretanto, para que não sejamos tão distantes da justiça e da verdade, o professor é protagonista do processo. A vítima é o aluno. O professor se reune em sindicatos, associações, etc para lutar por seus interesses. Os alunos são indefesos. Se os pelegos que ocupam posições estratégicas nessas instituições representativas não cumprem o seu papel, não se pode diferenciá-los dos governos hipócritas, demagogos e populistas, com os quais nos topamos aos montes Brasil afora e grotões adentro. Todos os anos há greve de professores em todos os quadrantes do Brasil. Quais as conquistas obtidas, se as mesmas reivindicações estão em pauta, sempre? Não se sabe o que seremos como país daqui a 20 anos com a qualidade da educação que temos, o cenário, definitivamente, não é bom. A forma de dar aulas que a maioria dos professores utiliza é a mesma utilizada há cerca de 200 anos, quando da consolidação da colonização portuguesa. As greves, como têm sido postas, funcionam como crianças mimadas que pedem chupetas: atendidas se calam. E não é de chupetas que está carente a nossa educação.
ResponderExcluirA educação é a base de qualquer civilização em qualquer parte do mundo. Sem o conhecimento e a organização social, que começa na escola, jamais seremos um país com igauldade, com democracia e com justiça. Fico a pensar que em pleno século 21 se consiga negligenciar com as verbas de educação e pasmem, com a conivência de boa parte da sociedade, maioria dos vereadores, professores, diretores, como se fossem a histórica e racional figura dos 03 macacos: Não ví, não ouvi e não digo nada!
ResponderExcluirVou pedir desculpas, toda vida que for criticar. Um idiota tava falando no Blog do Rai Moura que eu só sei criticar e não faço nada. Ôô imbecil, não tenho cargo eletivo e não posso dar voz de prisão ou sair trocando tapas por aí, seu bURRO (com letra minúscula, mesmo). Eu critico e só isso e só a Dra Valéria toma as providências na Câmara, somente ELA!!!
ResponderExcluir