Parados desde 26 de abril, eles são contrários à mensagem da Prefeitura que prevê salário inicial
A falta de energia na sede do Poder Legislativo não impediu que a categoria avaliasse a situação do movimentoProfessores da rede municipal realizaram, ontem de manhã, assembleia geral. A categoria decidiu pela manutenção da greve. O pátio da Câmara ficou tomado por centenas de professores. Eles deflagraram o movimento no dia 26 de abril, quando denunciaram que o projeto de lei enviado pela Prefeitura de Fortaleza ao Legislativo, que deveria ter sido votado ontem, não corresponde com as reivindicações da categoria.Gardênia Baima, da direção do Sindicato Unificado dos Trabalhadores em Educação no Estado do Ceará (Sindiute), diz que a Prefeitura mandou uma mensagem com salário inicial de R$1.187,00, quando o valor do piso calculado com o valor do custo aluno hoje, seria de R$ 1.597,00. "Nós estamos com uma diferença ainda muito larga do ponto de vista da tabela enviada pela Prefeitura".A sindicalista reclama ainda que foram enviadas duas tabelas, uma para professores de nível médio e outra para os que possuem graduação. Ela argumenta que no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) não existe esse desmembramento.Da forma como está proposta, a mensagem concederia reajuste de 18% para os professores de nível médio, contemplando em torno de 300 profissionais, e de 2% para os demais, que possuem alguma graduação. Este último grupo representa a maior parcela dos professores já que existe, segundo estimativa do Sindiute, cerca de 13 mil professores em Fortaleza.Michele Abreu Andrade, 32, ensina há um ano na Escola Professor Jacinto Botelho, em Maranguape, e se queixa das condições de trabalho, que, segundo ela, são péssimas, com salas de aula superlotadas. "A gente percebe pelo piso salarial que o professor não é valorizado. É notório o descaso do governo com a educação".Ela diz que profissional valorizado pode se organizar melhor e ministrar aulas de mais qualidade. "Cumprir o piso salarial seria o mínimo que o governo poderia fazer para minimizar a situação da educação".REIVINDICAÇÕESNegociações com os vereadoresAs negociações com relação a pauta de reivindicações dos professores está ocorrendo na própria Câmara Municipal. Foi o que informou o titular da Secretaria de Administração do Município (SAM), Vaumik Ribeiro. Em defesa da gestão municipal, diz que de 2005 a 2011 a categoria teve um ganho real de 72% acima da inflação.Para este ano, estão previstas várias correções, enfatiza o titular da SAM. Em janeiro, os professores tiveram reajuste de 6,47%, em agosto está programado o reajuste de Progressão por Capacitação, equivalente a 2%, e para dezembro está programada ainda a Progressão por Tempo de Serviço, que deverá beneficiar quase toda a categoria, com mais 2%.Ribeiro explica que o Supremo Tribunal Federal (STF) deliberou, em abril deste ano, que somente o vencimento base será considerado para fins de piso salarial. Por isso os profissionais de nível médio devem ser contemplados com reajuste de 18%, para que se adequem ao salário de R$ 1.187,97, como indica o Ministério da Educação (MEC).Ele afirma que o professor que ingressa na rede municipal de ensino recebe salário de R$ 1.877,00 - sendo R$1.251,00 do vencimento base, mais 50%. Portanto, valor superior ao que indica o MEC.
Fonte: DN





Sem querer fazer uso de clichês, é essencial compreender que nenhum país caminhará em direção ao desenvolvimento sustentável, à competitividade, à justiça social e redução das desigualdades sem priorizar a educação. A educação tem consequencias para toda a vida e é fato recorrente no dia a dia das pessoas em qualquer lugar do mundo. Isso vale para o povoado de Capivara e para a cidade de São Paulo, indistintamente.
ResponderExcluirPriorizar significa dar importância relevante, agir proativamente para concentrar esforços, recursos e energias naquilo que se pretende importante. Acreditamos até, contrariando alguns especialistas, que a questão é muito mais de gestão do que propriamente de recursos. Não é só o professor em sala de aula que pode mudar esses índices alarmantes de fracasso na educação brasileira. As questões estrutural, sociológica, pedagógica, didática e economica devem ser conciliadas, trabalhadas sincronizadamente, caso contrário, continuaremos investindo na construção de presídios para transcafiar os nossos jovens que a escola não acolheu adequadamente. A ignorância fragiliza, vulnerabiliza, corrompe, facilita a abordagem do crime.
Ver Pentecoste nessa situação de penúria em seus índices de aproveitamento nos entristece a todos. Sou professor e sofro imensamente quando um aluno não responde adequadamente ao processo ensino/aprendizagem, é a mesma sensação de um médico que perde um paciente ou um advogado que perde uma causa fácil, ou um artilheiro que perde um gol sem o goleiro. Lamentável.